A potência da acupuntura

A acupuntura já se consagrou como método eficiente para aliviar dores. Agora, embasada por sólidas pesquisas científicas realizadas em todo o mundo, suas aplicações começam a se expandir. A prática é usada contra doenças como a depressão, na recuperação de sequelas de acidente vascular cerebral e até em procedimentos de beleza. O avanço do método, nascido na China, em terras ocidentais é consequência de algumas transformações ocorridas nos últimos anos. A primeira foi a demanda crescente por técnicas que melhoram a saúde sem a necessidade de se recorrer a remédios. A acupuntura se ajusta perfeitamente nesse quesito. A segunda deve-se ao fato de que a medicina finalmente encontrou meios de avaliar com mais refinamento científico o efeito das agulhas no organismo. Hoje, os cientistas estão recorrendo a testes moleculares e ao que há de mais avançado em tecnologia diagnóstica, como os exames de imagem (a exemplo da ressonância magnética funcional, que permite ver o cérebro em movimento), para obter respostas.

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As pesquisas se dividem em duas grandes áreas. Uma mensura o impacto da técnica no alívio dos desconfortos associados a diversas doenças. Outra elucida os mecanismos neurofisiológicos por meio dos quais a inserção das agulhas em pontos específicos promoveria os benefícios. “Dessa abordagem estão surgindo dados que descrevem como a técnica funciona, incentivando a ampliação das situações às quais ela comprovadamente se aplica”, diz o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo. Ele participou de um estudo sobre dor lombar conduzido por Tatiana Hasegawa e orientado pelo médico Jamil Natour, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que foi publicado na prestigiosa revista científica “British Medical Journal”.

Respaldada nesses achados, a acupuntura se firma em áreas fora de sua terra natal, nas quais não se cogitava sua participação. Uma dessas atribuições mais originais é o auxílio na regulação do funcionamento do sistema cardiovascular. “Estamos começando a compreender como a prática age na hipertensão e reduz problemas como a isquemia do miocárdio”, explica John Longhurst, da Universidade da Califórnia (Eua). Ele assina uma revisão de estudos experimentais sobre a utilização da técnica no combate de enfermidades cardíacas.

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A isquemia consiste na diminuição do afluxo de sangue numa parte do organismo, ocasionando consequente redução de oxigênio e de nutrientes na região. No caso citado por Longhurst, a isquemia afetou o miocárdio, o músculo do coração. O que se sabe é que a acupuntura promove um aumento na liberação de hormônios com poder de excitar ou inibir o ritmo de trabalho do sistema nervoso central. Isso pode incentivar a melhor irrigação sanguínea dos tecidos.

Outra análise, empreendida por acadêmicos chineses, examinou quatro importantes trabalhos sobre a prática e a hipertensão. Verificou-se que a acupuntura atua como coadjuvante e reduz a pressão em pacientes que tomam anti-hipertensivos, mas que, com os remédios, não obtêm mais progressos. Se pela medicina chinesa o efeito surge do reequilíbrio das energias yin e yang, a ciência ocidental indica que as agulhas influem positivamente no sistema renina-angiotensina (importante na regulação da pressão) e modulam a atividade endócrina, diminuindo a produção das substâncias aldosterona e angiotensina II. Os dois mecanismos estão na base do processo da hipertensão.

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Um impacto também comprovado mais recentemente ocorreu na recuperação de pacientes com sequelas motoras e cognitivas após acidentes vasculares cerebrais (AVC). “O método é eficaz nesses casos”, diz o médico Wu Tu Hsing, diretor do Centro de Acupuntura do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP). Hsing é responsável por um estudo publicado há pouco tempo sobre o tema. O médico selecionou 60 pacientes que haviam sofrido AVC e apresentavam dificuldade de movimento nas pernas. O grupo foi dividido em dois. Um recebeu a aplicação das agulhas. Outro foi submetido à acupuntura placebo (simula-se sua aplicação). A experiência durou dez semanas, com duas sessões semanais. “Os que foram tratados de verdade manifestaram melhora de 20% em relação aos outros”, informou o pesquisador. Hoje, o HC/SP – referência em pesquisa médica no País – oferece sessões do método para ajudar na recuperação de AVC. A rede de Reabilitação Lucy Montoro, em São Paulo, também utiliza a prática como recurso complementar aos tratamentos convencionais.

Há um esforço imenso para descobrir as reações por trás da recuperação motora e de outras capacidades funcionais prejudicadas por causa de um AVC ou de uma paralisia cerebral – outra condição para a qual a prática demonstra benefícios. Uma das equipes empenhadas em esclarecer essas dúvidas é a da Universidade Bastyr (Eua). Lá, os cientistas criaram agulhas feitas de um material especial para avaliar as respostas cerebrais decorrentes da eletroacupuntura. Derivada da acupuntura tradicional, a técnica consiste na aplicação de corrente elétrica através das agulhas inseridas em pontos do corpo. As tais agulhas permitem que os cientistas investiguem os efeitos das descargas elétricas sem que haja interferência dos campos magnéticos de aparelhos de imagem que mostram o cérebro em funcionamento. “Encontramos a ferramenta certa para investigar. Isso possibilitará avanços e um grande número de estudos”, disse a pesquisadora Leanna Standish, que coordena o trabalho.

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O aprimoramento das pesquisas ajudará a pautar o uso da técnica na terapia das doenças mentais. Por ora, o que se tem são estudos que constatam associação proveitosa contra a depressão, de forma complementar aos remédios. Pesquisadores da Universidade Southern, na China, por exemplo, compararam a eficácia da eletroacupuntura combinada a um antidepressivo com a da terapia feita apenas com remédio. “A acupuntura acelera o início do efeito terapêutico da medicação contra sintomas depressivos, ansiosos e do transtorno obsessivo compulsivo”, disse Yong Huang, líder da pesquisa. O estudo saiu na revista científica “Neural Regeneration Research”.

Outra experiência, feita na Universidade de York, na Inglaterra, constatou que a prática pode ser tão eficaz na contenção dos sintomas quanto o aconselhamento psicológico. A conclusão foi obtida após a análise de 755 pacientes com depressão moderada e severa. “As pessoas que têm depressão, que tentaram várias opções médicas e que não estão obtendo benefícios deveriam tentar a acupuntura ou o aconselhamento como opções de ajuda que se mostraram agora clinicamente efetivas”, afirmou Hugh ­MacPherson, coordenador do estudo.

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Um experimento singular na área de doenças psiquiátricas também chama a atenção. A técnica foi empregada de forma pioneira no tratamento da esquizofrenia, enfermidade que até hoje representa um grande desafio para a medicina. A descrição do caso foi feita por pesquisadores da Radboud University Nijmegen, na Holanda. Os cientistas incluíram sessões de acupuntura às intervenções terapêuticas indicadas a uma mulher de 63 anos com esquizofrenia crônica. Entre outros sintomas, ela sofria de dores físicas em consequência de uma alucinação persistente sobre um pássaro preto que a bicava sem parar. Ao final de três meses, ainda que as alucinações persistissem, a paciente se sentia menos perturbada e suas dores, curiosamente, haviam diminuído bastante. A qualidade do sono melhorou e viu-se que traços depressivos foram amenizados. Para a cientista Peggy Bosch, que conduziu o trabalho, os resultados obtidos sugerem que a acupuntura pode ser uma ferramenta adicional para tratar a enfermidade.

A curiosidade científica está levando a outras descobertas sobre o potencial da técnica. Exemplo disso é a pesquisa feita pelo imunologista Luis Ulloa, da New Jersey Medical School (Eua). Para conferir o poder anti-inflamatório da eletroacupuntura, ele aplicou a técnica em cobaias com sépsis, doença infecciosa grave que pode causar também uma intensa reação inflamatória – esta última, na verdade, responsável por boa parte das mortes causadas pela enfermidade. “Usamos a eletroacupuntura para ativar os nervos ciático e vago e a glândula adrenal, elevando a produção de dopamina pela adrenal”, disse à ISTOÉ o cientista Juan Manuel Rico, da equipe de Ulloa. “Estudos mais atuais mostram que essa glândula não funciona bem em grande parte dos pacientes com septicemia. Vimos também que, sem ela, os ratos não reagem à eletroacupuntura”, explica Juan Manuel. O resultado foi que, a partir da estimulação dos pontos, houve a inibição da produção de substâncias do grupo das citocinas que estão associadas à inflamação.

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Um fenômeno positivo igualmente surpreendente é o que se vê na área da medicina esportiva. “A prática dá ótimos resultados tanto para recuperar atletas como para aumentar a performance física”, assegura o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, de São Paulo. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina e do Centro Universitário de Maringá, ambos no Paraná, endossa a afirmação do médico. Após reunirem mais de 20 trabalhos científicos com atletas de diferentes modalidades, como ciclismo, handebol, basquete e velocistas de alto rendimento, os cientistas concluíram que a prática pode ser usada para aprimorar aspectos como velocidade, força de explosão, resistência e outras capacidades relacionadas ao desempenho esportivo. Os autores da revisão vão além. Eles defendem que um acupunturista desportivo já deveria estar presente nas equipes de alto rendimento, a fim de melhorar a performance final dos atletas.

Uma das explicações para esse tipo de efeito emergiu do trabalho feito pela pesquisadora japonesa Akiko Onda, da Escola de Ciências do Desporto da Universidade de Waseda, no Japão. Por quatro anos, ela estudou, em cobaias, os efeitos da acupuntura a nível molecular (na expressão dos genes) para conter a perda muscular. “Comprovamos que a técnica reduz a atrofia da musculatura esquelética, aquela que se liga aos ossos”, disse Akiko à ISTOÉ. De acordo com a pesquisadora, esse desfecho é consequência da ação das agulhas na expressão de genes associados a esse processo. O próximo passo será realizar o estudo em seres humanos.

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A exploração dos benefícios do método envolve também formas menos ortodoxas do que a conhecida introdução das agulhas. O ortopedista e acupunturista André Tsai, coordenador do curso de especialização em acupuntura da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, está utilizando fios cirúrgicos chamados CatGut (pronuncia-se catigu) para tratar a obesidade. A técnica está difundida nos Estados Unidos. “Insiro os fios, com a ajuda das agulhas, sob a pele, em pontos de acupuntura para ajudar no controle da ansiedade e do apetite”, diz Tsai. Como são feitos de material absorvível pelo organismo, não precisam ser retirados. “Os efeitos variam a cada paciente”, diz Tsai. “Evidentemente, o método não pode ser usado por pessoas que ainda não foram avaliadas por um médico para saber se apresentam doenças associadas ao excesso de peso”, ressalva.

A eficácia da prática contra o excesso de peso está evidenciada por várias pesquisas científicas. Entre elas, estão os resultados obtidos em um estudo publicado no jornal especializado “Acupuncture in Medicine”. No trabalho, foi constatado que a marcação de cinco pontos na orelha relacionados ao acúmulo de gordura (estariam vinculados à fome, ao estômago e ao sistema endocrinológico, entre outros) reduziu em 6% o Índice de Massa Corporal (IMC) de indivíduos com sobrepeso e obesos que participaram do experimento. Quando o estímulo foi aplicado em um único ponto (o da fome), a diminuição foi de 5,7%.

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NOVAS FRONTEIRAS
O médico Alexandre Yoshizumi, de São Paulo, usa a técnica
contra sequelas de AVC e lesões esportivas

Até áreas relegadas a segundo plano estão sendo revisitadas pelos médicos com formação em acupuntura. Na Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, investigam-se os resultados do uso das agulhas para problemas estéticos como rugas faciais, flacidez nos braços, no pescoço, na parte interna da coxa, olheiras e cicatrizes de acne. Os ganhos são creditados à melhora da circulação sanguínea, da oxigenação e, acrescentando uma pitada de cultura chinesa, da energia vital circulante no local em consequência dos estímulos da eletroacupuntura. “Trabalhos realizados em nosso ambulatório confirmam clinicamente uma melhora na elasticidade. Indiretamente, isso mostra que ocorreu uma produção adequada de colágeno, embora isso não tenha ainda sido comprovado cientificamente”, relata a dermatologista Maria Assunta Nakano, responsável pelo Ambulatório de Acupuntura em Dermatologia do Setor de Medicina Chinesa da Unifesp. O colágeno é uma proteína fabricada pelo organismo e é responsável por dar sustentação à pele. A médica também adverte que só há benefício para rugas menos profundas.

A instituição paulista, que há três anos implantou um ambulatório de acupuntura voltado apenas para crianças, promete reforçar seu pioneirismo na área. “Em breve faremos estudos em humanos para analisar a eficácia das agulhas na prevenção de doenças em pessoas com graves problemas renais”, informa o médico Ysao Yamamura, introdutor do método na instituição.

Fotos: João Castellano/Ag. Istoé, Pedro Dias, João Castellano –Ag. Istoé, Gabriel Chiarastelli; Rob Forman

Fonte: IstoÉ

A curcumina, composto encontrado no açafrão, se mostra eficaz em prevenir inúmeros cânceres. (em inglês).

Abaixo do texto original segue o artigo traduzido para português, porém como a tradução é automática o texto contém muitos erros.

 

Dieta-do-Açafrão-1Turmeric, the bright yellow root that is ground and put in foods for its deep flavor and beautiful color, is not only a tasty addition to curries and salads, but is also a known cancer-fighter. Turmeric is most often found in cuisines of the Middle East, Northern Africa, and Southeast Asian regions, but as the health benefits of this classic spice become more widely known, its popularity is growing.

Responsible for many of its benefits, curcuminoids are the active components of turmeric. Curcumin, one of these specific compounds, is frequently cited as the most potent component of the spice, though the term is also used applying to cucuminoids as a whole.

As Anthony Guicciardi reported more than three years ago, scientists studying the effects of curcumin found it to be a potent medicine when used against brain cancer cells. Glioblastoma (GBM) is a fatal form of brain cancer. The study published in the Journal of Nutritional Biochemistry found that curcumin was able to decrease these tumors by 81 percent in 9 out of the 11 studies.

Another study in 2008 looked specifically at the effects of curcumin on breast cancer cells. The researchers found the compound was able to inhibit the spread and growth of these cells by altering the function of alpha-6 beta-4.

In addition, scientists revealed that curcumin is able to also go to the source of the cancer—inhibiting cancer stem cells.

As far back as 1996, scientists were reporting on the anti-cancer properties of turmeric, finding that“even low doses of turmeric inhibit the accumulation of DNA mutations, reduce DNA damage, repair precancerous lesions, lower the urine concentration of mutagenic chemicals in smokers and inhibit formation of tumors in the breast, gut, mouth and skin,” according to NaturalNews.

Few studies have been carried out in a clinical setting. Instead, these benefits are being revealed in labs, where curcumin is directly applied to cells. Still, if the spice is working at a cellular level, it isn’t a stretch to imagine that it would have similar benefits when working on the body as a synergistic system.

Fonte: Natural Society.

Tradução feita pelo Google translator.

Cúrcuma, a raiz amarela brilhante que é terra e colocar em alimentos para o seu sabor profunda e bela cor, não é apenas um saboroso além de curries e saladas, mas também é um lutador de câncer conhecido. Cúrcuma é mais freqüentemente encontrados em cozinhas do Oriente Médio, África do Norte, e regiões do sudeste asiático, mas como os benefícios para a saúde deste tempero clássico tornar-se mais amplamente conhecido, a sua popularidade está crescendo.

Responsável por muitos dos seus benefícios, curcuminoids são os componentes ativos de açafrão. A curcumina, um desses compostos específicos, é freqüentemente citado como o componente mais potente do tempero, embora o termo também é usado para aplicar cucuminoids como um todo.

Como Anthony Guicciardi relatou mais de três anos atrás, os cientistas que estudam os efeitos da curcumina achei que fosse um medicamento potente quando usado contra células de câncer cerebral.Glioblastoma (GBM) é uma forma fatal de câncer no cérebro. O estudo publicado na revista do Journal of Nutritional Biochemistry descobriu que a curcumina foi capaz de diminuir estes tumores em 81 por cento em 9 dos 11 estudos.

Outro estudo, em 2008, analisou especificamente os efeitos da curcumina em células de câncer de mama. Os investigadores encontraram o composto foi capaz de inibir a proliferação e o crescimento destas células, alterando a função de alfa-6-beta-4.

Além disso, os cientistas revelaram que a curcumina pode também ir para a origem das células estaminais do cancro inibidora de cancro.

Já em 1996, os cientistas estavam relatando sobre as propriedades anti-câncer de açafrão, achando que “mesmo pequenas doses de açafrão inibir o acúmulo de mutações no DNA, reduzir os danos de DNA, reparar lesões pré-cancerosas, diminuir a concentração de urina de substâncias químicas mutagênicas em fumantes e inibe a formação de tumores na mama, do intestino, da boca e da pele “,de acordo com NaturalNews.

Poucos estudos foram realizados em um ambiente clínico. Em vez disso, esses benefícios estão sendo revelados em laboratórios, onde a curcumina é aplicada diretamente às células. Ainda assim, se o tempero está trabalhando em um nível celular, não é um exagero imaginar que teria benefícios semelhantes ao trabalhar sobre o corpo como um sistema sinérgico.

 

 

Paralíticos movem pernas pela 1ª vez após estímulo elétrico

paralitico2Quatro paralíticos conseguiram mover suas pernas pela primeira vez após receber estímulos elétricos na coluna vertebral.

O experimento, realizado por médicos das universidades de Louisville e da Califórnia, nos Estados Unidos, possibilitou que os pacientes flexionassem, além das pernas, os dedos dos pés, tornozelos e joelhos. No entanto, eles não foram capazes de andar independentemente.

Os resultados do trabalho, divulgados na publicação científica “Brain”, sugere que a eletricidade torna a coluna mais receptiva aos poucos impulsos que ainda chegam do cérebro à área lesionada.

Segundo os cientistas, a coluna atua como uma ferrovia de alta velocidade que transporta mensagens elétricas do cérebro até o resto do corpo. Se há danos no trilho, a mensagem se perde.

Há três anos, os mesmos cientistas divulgaram que Rob Summers, um jogador de baseball que ficou paralítico do tórax para baixo após um acidente de carro, foi capaz de mover suas pernas sustentado sobre uma esteira.

Agora mais três pacientes, que estão paralíticos há pelo menos dois anos, foram submetidos aos estímulos elétricos e retomaram alguns movimentos. Eles foram capazes de movimentar as pernas e todos, com exceção de um, puderam controlar a força do movimento.

A experiência confirma que certos movimentos podem ser retomados após a paralisia e que o caso de Summers não é isolado. Claudia Angeli, uma das pesquisadoras da Universidade de Louisville, disse à BBC que poder enviar o estímulo e praticar os movimentos faz com que os pacientes se sintam ‘vivos’ novamente.

‘A massa muscular aumenta significativamente e todos eles também viram mudanças em suas funções urinárias e intestinais’.

Ainda não está claro como o estímulo funciona. Os pesquisadores explicam que alguns estímulos voluntários alcançam a região lesionada, mas não são fortes o suficiente para desencadear o movimento. Com o impulso elétrico, a coluna lombar ficaria mais sensível e reage ao receber as mensagens do cérebro. ‘É como se a coluna ficasse pronta para ouvir’, acrescenta Angeli.

Os especialistas esperam que a técnica possa se tornar um tratamento para lesões na coluna. Roderic Pettigrew, diretor do Instituto Nacional Americano de Imagens Biomédicas e Bioengenharia, disse que agora que o estímulo vertebral foi bem-sucedido nos quatro pacientes, acredita-se que um grande número de pessoas, anteriormente com pouca esperança de recuperação significativa, possa se beneficiar da nova técnica.

Fonte: BBC

O que é Sistema Imunológico?

immune-cellsO sistema imunológico é uma parte essencial do nosso corpo, mantendo-nos a salvo de doenças – desde um resfriado comum a doenças mais graves, como o câncer. O sistema imunológico é, muitas vezes, a razão pela qual não nos sentimos bem quando temos uma infecção, mas é a razão pela qual nos recuperamos dessa mesma infecção. Infelizmente, ele também pode funcionar incorretamente, provocando doenças como alergias e doenças autoimunes. Há dois componentes entrelaçados no sistema imunológico: os sistemas imunes inato e adaptativo. Ambos são essenciais na prevenção de doenças, mas funcionam de maneiras muito diferentes. Sistema imunológico inato A primeira linha de defesa contra uma infecção, o sistema imunológico inato consiste em tecidos como a pele e o revestimento do nosso sistema gastrointestinal. Trata-se de uma barreira física, que ajuda a impedir que agentes infecciosos entrem em nosso corpo. O sistema imune inato também tem células especializadas que atacam qualquer patógeno que entra no nosso corpo. As células, incluindo neutrófilos, macrófagos e células dendríticas, são capazes de ingerir patógenos e matá-los dentro da célula. O sistema imune inato atua rapidamente. Estas células estão presentes por todo o corpo e podem agir em minutos para matar micróbios invasores e limitar os danos que eles podem causar ao corpo. Mas o sistema imune inato nem sempre consegue livrar o corpo de organismos patogênicos. É aí que entra nossa segunda linha de defesa, bem mais especializada. Sistema imunológico adaptativo O sistema imunológico adaptativo é mais evoluído do que o sistema imunológico inato, que responde da mesma forma a todos os agentes patogênicos. O sistema imunológico adaptativo utiliza técnicas diferentes para destruir micróbios diferentes. Existem três tipos principais de células associadas com o sistema imunológico adaptativo: células B, células T auxiliares e células T matadoras. As células B produzem anticorpos. Os anticorpos são pequenos compostos químicos capazes de se ligar a alguns micróbios e impedi-los de entrar nas células, ou se ligar a toxinas que alguns agentes patogênicos produzem e neutralizar os seus efeitos. Os anticorpos também “marcam” os micróbios, de forma que as células inatas – aquelas do sistema imunológico inato – possam destruí-los mais facilmente. Os anticorpos também são capazes de passar através da placenta e através do leite materno e ajudar a proteger os bebês contra doenças, até que seu próprio sistema imunológico amadureça. As células T auxiliares, como seu nome indica, ajudam outras células do sistema imunológico. Elas permitem que as células inatas vejam e matem os agentes patogênicos, enquanto as células B fabricam o tipo certo de anticorpo para lidar mais adequadamente com cada patógeno em particular. As células T matadoras secretam substâncias químicas para matar diretamente as células já infectadas por vírus. Os vírus não podem se reproduzir fora de uma célula, por isso eles invadem nossas células. Os anticorpos não podem entrar na célula, por isso as células T matam a célula inteira, impedindo o vírus de se reproduzir. Depois que a célula foi morta, as células do sistema imunológico inato entram em ação e limpam os detritos. O sistema imunológico adaptativo consegue se lembrar dos agentes patogênicos, de modo que a próxima exposição aos mesmos patógenos resultará em uma resposta imune muito mais rápida e mais forte. Frequentemente você nem vai saber que foi exposto a um agente patogênico. É por isso que você geralmente só tem doenças como o sarampo uma vez, e este é o mesmo sistema explorado pelas vacinas. As vacinações expõem o seu sistema imunológico a partes dos patógenos de uma forma que não o deixam doente, mas capacitam o seu sistema imunológico para reconhecer o patógeno. Quando você é exposto a esse mesmo patógeno “de verdade”, o sistema imunológico adaptativo reage tão rapidamente que você não vai ficar doente. Quando o sistema imunológico dá errado Algumas vezes o sistema imunológico responde inadequadamente. Alergias, tais como rinite alérgica (febre do feno), conjuntivite alérgica, asma alérgica ou eczema alérgico (também conhecido como dermatite atópica), são causadas por uma resposta imunológica a um invasor que não iria causar uma doença. Assim, as alergias são provocadas por um mau funcionamento do sistema imunológico. Doenças autoimunes, tais como lúpus, esclerose múltipla e diabetes tipo 1, ocorrem quando o sistema imunológico percebe células do nosso próprio corpo como se fossem estranhas, e disparam uma resposta imunológica contra elas. Esta é a ironia – o nosso sistema antidoença torna-se a causa real da doença. Compreender o sistema imunológico é crucial na medicina: novas vacinas estão sendo desenvolvidas para melhorar a nossa resposta imune contra patógenos, tratamentos de câncer que usam o sistema imunológico para destruir as células cancerosas estão sendo aprimorados e novos tratamento de alergias graves e doenças autoimunes pretendem manipular e amortecer aspectos específicos do sistema imunológico sem prejudicar a nossa capacidade de responder aos agentes patogênicos perigosos. Todos os dias, o nosso conhecimento sobre o sistema imunológico aumenta, abrindo ainda mais as portas para tratamentos e curas para uma variedade de doenças.

Fonte: Diário da Saúde

Confira a história da medicina tradicional chinesa

Baseada na integração do homem com o Universo e no fluxo de energia vital pelo corpo, a medicina tradicional chinesa segue princípios praticamente intocados há cinco milênios

Na China de milhares de anos atrás, um soldado sentia terríveis dores de cabeça. Certo dia, numa batalha, levou uma flechada no pé. Depois que um curandeiro retirou a seta e tratou a ferida, as persistentes enxaquecas do guerreiro desapareceram como por encanto. Intrigado, o sábio experimentou espetar espinhos e fez uma relação entre a área do ferimento, próxima ao tendão de aquiles, e o alívio de dores localizadas em outras regiões, mesmo distantes, na cabeça. Assim, aprendeu a tratar diversos problemas de saúde usando o mesmo artifício: acionar pontos-chave do corpo.

Esse relato, sem nenhuma referência de data ou local, se estabeleceu no imaginário popular como a descoberta da acupuntura, a faceta mais conhecida da medicina tradicional chinesa (MTC) entre os ocidentais. A história não passa de lenda: há variações dela em que o soldado vira caçador, a flecha, um dardo, e por aí vai. O que existe de concreto é que, no lugar exato da descrição do ferimento do tal soldado, a acupuntura assinala um ponto chamado kunlun (Bexiga 60), que tem propriedades analgésicas. Por ele, passa um caminho, um meridiano que começa no canto do olho e termina no pé (meridiano da Bexiga).

Praticados ainda hoje, os princípios da MTC foram estabelecidos há cerca de 5 mil anos. Baseados no conceito de que a saúde do homem é fruto do equilíbrio da energia vital, os chineses desenvolveram os métodos terapêuticos que compõem seu repertório: além da acupuntura, há a farmacologia (o uso de plantas medicinais, derivados minerais e animas em forma de chás, extratos e cápsulas), a dietoterapia (que combina basicamente térmica e sabores dos alimentos), as massagens (tui ná) e os exercícios físicos, como o tai chi chuan e o lian gong.

Esses princípios se baseiam na concepção do Universo segundo o taoísmo, conjunto de tradições filosóficas e religiosas inauguradas pelo mestre Lao Tsé, um contemporâneo de Confúcio, que teria vivido no século 6 a.C. A filosofia do tao (“caminho”, em chinês), segundo a qual a natureza é harmônica e organizada, mas está em constante mutação, influenciou fortemente o budismo e o confucionismo, outras fontes da medicina chinesa. Na visão dos orientais, tudo o que existe no Universo é feito de energia, inclusive o ser humano. Para que haja saúde física e mental, a energia deve fluir e circular pelo corpo em equilíbrio e harmonia – os dois estados responsáveis pela ordem das coisas na natureza. “Quando há bloqueio ou estagnação de energia no organismo, surgem as doenças”, diz o médico Ysao Yamamura, chefe do setor de medicina chinesa e acupuntura da Unifesp. Sob essa perspectiva, nenhuma parte do corpo ou da psique pode ser levada em conta individualmente.

Os orientais chamam essa energia universal de Qi (pronuncia-se tchí). Por volta do ano 50 d.C., o filósofo taoísta Wang Chong assim definiu a vida e a morte: “O Qi forma o corpo humano da mesma forma que a água se transforma em gelo. E, como o gelo derrete, o corpo que morre volta a ser espírito”. No século 11, outro filósofo, Zhang Zai, deu uma definição semelhante: “Um nascimento é a condensação do Qi; a morte, sua dispersão”.

“Não existe lugar onde o Qi não esteja”, afirma, por sua vez, o livro Huang Di Nei Jing, ou Princípios de Medicina Interna do Imperador Amarelo, antigo texto considerado até hoje a doutrina fundamental da medicina chinesa. Esse tratado de teoria e prática terapêutica foi estruturado em forma de perguntas e respostas: nele, Huang Di, o Imperador Amarelo, interroga o médico Qi Po sobre diversas questões ligadas à saúde. Não há consenso sobre a data de sua elaboração. Alguns especialistas estimam que sua origem esteja entre os séculos 4 a.C. e 2 d.C. Estranha é a enorme discrepância de datas entre a obra e seus protagonistas, já que o Imperador Amarelo teria vivido milênios antes, entre os anos 2698 e 2599 a.C. – a bem da verdade, nem se sabe ao certo se ele realmente existiu. A confusão se explica, em parte, pelo costume vigente na antiga China de atribuir a autoria de textos importantes a figuras históricas famosas. Nem vem ao caso: o Nei Jing tornou-se uma fonte essencial da medicina chinesa.

Os historiadores creditam ainda mais valor ao livro por constituir um marco do momento que a medicina dos orientais abandona um estágio primitivo de crenças baseadas na tradição xamânica, que atribuíam as doenças à ação de demônios (ou outros elementos sobrenaturais) e evolui para um embasamento filosófico que estabelece a influência sobre a saúde de fatores como dieta, estilo de vida, emoções e ambiente. “O Nei Jing ensina a colocar na prática médica os outros princípios do tao, como a dualidade yin e yang e a Teoria dos Cinco Elementos”, diz Helena Campiglia, professora de MTC e acupuntura da Universidade de McMaster, no Canadá.

Eminentes médicos, sábios e filósofos desenvolveram pesquisas e fizeram notáveis descobertas que foram acrescentadas às práticas terapêuticas. Um dos períodos áureos da medicina chinesa foi a época da Dinastia Tem (206 a.C. a 220 d.C.), marcada pelo pioneirismo em combate a venenos, uso de ervas medicinais, anestesia e suturas. Quase nada se sabe da vida de grande parte desses antigos mestres: tanto que, muitas vezes, não há consenso sobre as datas de nascimento e morte. Suas histórias quase sempre são permeadas por parábolas. Os tratados que legaram à posteridade, porém, são concretos e lançaram bases para a medicina praticada ainda hoje.

Plantas, pulso e língua

A fitoterapia é um dos métodos terapêuticos mais difundidos no mundo ocidental. Um dado interessante é que as fórmulas chinesas costumam combinar três ou mais plantas: é raro uma erva ser usada sozinha. “Os chineses levam em consideração que cada planta tem o poder de atenuar ou potencializar o efeito de outra”, afirma o professor Ysao Yamamura. De acordo com a tradição inspirada na realeza da antiga China, no topo da fórmula está a erva mais forte ou poderosa contra o desequilíbrio ou a patologia, considerada o “rei” ou “imperador”, e, abaixo dela, as plantas que são “ministros” e combatem aspectos secundários do problema. Em seguida, as “assistentes” aumentam ou diminuem a ação do “imperador” ou aliviam seus possíveis efeitos colaterais nocivos. Pode haver ainda uma que atua como “mensageira” entre os vários escalões, focalizando a ação medicinal num órgão ou canal de energia específico.

Por volta do ano 200, o médico Wang Shuhe, discípulo de Zhang Zhongjing, escreveu o primeiro tratado de pulsologia – método de diagnóstico por meio da artéria do pulso -, em que identifica 24 tipos de pulsação, discorrendo sobre o assunto em nada menos do que 350 páginas. “A técnica provavelmente surgiu da necessidade de o médico fazer o diagnóstico quando era proibido ver as mulheres na corte imperial”, afirma Helena Campiglia. “Por meio do pulso, consegue-se avaliar a condição de órgãos como estômago, fígado e coração, entre outros.”

Outra forma de diagnóstico que parece curiosa aos olhos ocidentais, a observação da língua, surgiu em algum momento durante a Dinastia Shang (1600 a 1000 a.C.). Na visão chinesa, por ter contato com o ar, a língua é considerada um órgão externo e nas suas diferentes regiões também estão representadas outras partes do corpo. A avaliação da face do paciente, outra parte importante das consultas médicas, se desenvolveu entre os anos 500 e 300 a.C. Segundo esse tipo de análise, existem correspondências entre as regiões do rosto e os órgãos vitais. A condição do coração, por exemplo, se revela na testa.

Nessa época, também floresce um sistema de saúde em que atuavam médicos de diversos níveis de status, aprendizes e farmacêuticos. Já durante a Dinastia Chin (265 a 420), foi criada uma universidade imperial, que já contava com a medicina entre as disciplinas. Um pouco mais tarde, várias invenções chinesas, como a imprensa, a bússola e a pólvora, assinalavam o período da Dinastia Song (960 a 1279), que ficou marcado também pela atuação de sábios polivalentes, como o pediatra Qian Yi, que fez várias descobertas sobre o combate a doenças como sarampo e escarlatina.

Intercâmbio

Só faltava esse manancial de informação chegar ao Ocidente. Isso aconteceu a partir do século 13 (época em que a Europa vivia assolada pela peste e por outras pragas), principalmente por meio dos padres jesuítas portugueses que se dedicavam à catequese no Japão. Eles levaram aos continentes europeu e africano alguns fundamentos da “medicina exótica” que se praticava ali. Nos séculos 16 e 17, a medicina das ervas e agulhas experimentou um boom entre os ocidentais, propagada por médicos residentes nas terras do Oriente. O Grande Tratado de Matéria Médica, de autoria do médico Li Shizhen, chegou a ser traduzido para diversos idiomas. O interesse pelas práticas foi esfriando, porém, e assim permaneceu até as primeiras décadas do século 20, em parte por causa da crescente influência dos valores ocidentais sobre a cultura chinesa.

Por pressão inglesa, a China baniu suas tradições médicas em 1912. A revolução comunista liderada por Mao Tsé Tung resgatou o conhecimento milenar e ofereceu seus tratamentos na rede pública de saúde como uma forma de ampliar o atendimento à população. Apesar do regime fechado, Mao estimulou o intercâmbio de formação de especialistas em acupuntura, tui ná e outras técnicas com vários países. Coube a Georges Soulié de Morant um importante papel no resgate das terapias orientais: diplomata, ele viveu na China e traduziu para o francês, sua língua natal, vários livros sobre acupuntura, entre eles A Acupuntura Chinesa, de 1941. A modalidade voltaria à ordem do dia no Ocidente quando o jornalista James Reston, do The New York Times, espalhou nos anos 1970 que, graças às agulhadas precisas, havia tido uma convalescência rápida e indolor depois de operado de apendicite numa viagem à China. Na mesma época, os hippies aderiram às religiões orientais e as difundiram entre os jovens de todo o mundo – a fitoterapia e utras práticas acabaram disseminadas nessa onda.
Apesar da popularização, a MTC ainda encontra certa resistência na comunidade médica, baseada especialmente na falta de comprovação científica de resultados obtidos pelos tratamentos ou de seus mecanismos de funcionamento. “Mas há um avanço nessa aceitação”, diz Yamamura. O Brasil é um exemplo. Aqui, pode-se fazer pós-graduação na área e a acupuntura é reconhecida como uma especialidade médica pelo Ministério da Educação e Cultura, pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina.

Clique na imagem para ampliar (Design: Everton Prudêncio/ Ilustração: Sandro Castelli)
Para os orientais, tudo o que existe pode ser associado a padrões. E a forma como os taoístas classificaram e organizaram a ordem do Universo se estabeleceu na Teoria dos Cinco Elementos. Por serem naturalistas, os filósofos adotaram elementos da natureza para identificar qualidades. Eles costumam ser também relacionados a cores, sabores, emoções, sentidos e órgãos. A medicina chinesa foi pioneira em identificar as consequências patológicas da somatização – defende que as doenças podem ser causadas pelas emoções, e vice-versa.

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De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa, há 12 linhas principais por onde a energia vital percorre o corpo. “Para os chineses, a energia circula no homem pelos meridianos, caminhos distribuídos no corpo inteiro”, diz a médica Helena Campiglia, professora da Associação Médica Brasileira de Acupuntura e da Universidade de McMaster, em Toronto, Canadá. A acupuntura utiliza, segundo ela, cerca de 400 a 800 pontos identificados ao longo desses meridianos, que podem ser acionados para favorecer ou reter a circulação da energia, o que estaria por trás das doenças. Outras terapias chinesas também se apoiam na ideia dos meridianos, como a dietoterapia e massagens, como o tui ná.

Yin e yang

A união fundamental dos opostos

Observando a natureza, os taoístas notaram que, por trás dos aparentes caos e aleatoriedade dos fenômenos da natureza, existiam ciclos previsíveis, baseados na polarização de energias que, ao mesmo tempo em que se opunham, também se complementavam, o que foi batizado de yin e yang. Segundo a tradição chinesa, o Universo, antes de ser “uno”, dividiu-se em dois e depois em milhares, milhões e bilhões de partes. A primeira divisão, em yin e yang, encerrou os princípios básicos de tudo o que existe. “Essas polaridades também se definem e estão contidas uma na outra: luz e escuridão, inércia e movimento, contração e expansão, céu e terra, morte e vida, feminino e masculino, passivo e ativo, razão e emoção são alguns exemplos de polaridades yin-yang”, diz Helena Campiglia. Dentro dessa concepção, a vida só pode existir enquanto as duas forças estiverem em equilíbrio e o mesmo princípio se aplica aos conceitos de saúde e doença. Para a medicina chinesa, alguém saudável mantém o equilíbrio entre essas energias opostos.

Fonte: Guia do Estudante

Acupuntura pode aumentar a eficácia de tratamentos de fertilização

 

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Um estudo conduzido por pesquisadores americanos e holandeses sugere que a acupuntura pode aumentar em até 65% as chances de sucesso dos tratamentos de fertilização in vitro (FIV).

Os especialistas, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e da VU University, na Holanda, basearam-se em sete outros estudos que analisaram 1.366 mulheres desde 2002.

Durante o tempo em que os levantamentos foram realizados, todas elas estavam tentando engravidar por meio de fertilização in vitro – método pelo qual o óvulo é fertilizado em laboratório e em seguida implantado no útero.

Algumas delas estavam sendo submetidas à acupuntura, outras estavam sendo tratadas com o “sham” – uma espécie de acupuntura falsa, em que as agulhas são aplicadas em lugares que não surtem efeito – e outras mulheres não foram tratadas com nenhum método.

Ao analisar o índice de gravidez resultante da fertilização, os pesquisadores observaram que as mulheres que foram tratadas com a técnica chinesa tiveram mais 65% de chances de engravidar.

O método havia sido aplicado até um dia após o embrião ser implantado no útero.

Os especialistas afirmam que ainda não está claro como a acupuntura age, mas eles acreditam que o estresse gerado pelo tratamento para engravidar “pode ser amenizado pelo relaxamento proporcionado pela acupuntura”.

Eric Manheimer, pesquisador da Universidade de Maryland, disse que os resultados da pesquisa ainda são preliminares e que outros estudos ainda devem ser realizados para provar a eficácia do método chinês.

Fonte: BBC Brasil

Acupuntura e aconselhamento melhoram tratamentos contra depressão

Mudança no "hardware" do cérebro só terão benefícios se houver uma mudança no "software", na mente do paciente, algo que não é suprido pelos antidepressivos. É por isso que outro estudo mostrou que antidepressivos sem terapia não têm efeito.[Imagem: Neuroscience Center/University of Helsinki]

Mudança no “hardware” do cérebro só terão benefícios se houver uma mudança no “software”, na mente do paciente, algo que não é suprido pelos antidepressivos. É por isso que outro estudo mostrou que antidepressivos sem terapia não têm efeito.[Imagem: Neuroscience Center/University of Helsinki]

Acupuntura ou aconselhamento, ministrados juntamente com as terapias tradicionais, trazem benefícios reais aos pacientes com depressão.

A combinação da acupuntura ou psicoterapia com os cuidados habituais mostrou benefícios depois de apenas três meses para os pacientes com depressão recorrente.

As conclusões foram apresentadas pela equipe do Dr. Hugh MacPherson, da Universidade de Iorque (EUA), que fez um estudo em um ambiente de cuidados primários de saúde.

Alternativas eficazes

Muitos pacientes com depressão mostram-se interessados em receber terapias não-medicamentosas.

Contudo, o uso da psicoterapia está em declínio, enquanto o uso de antidepressivos está em alta.

O Dr. MacPherson acredita que isso possa ser revertido com mais pesquisas que mostrem os bons efeitos de tratamentos que são eficazes, mas continuam sendo chamados de terapias alternativas.

A equipe distribuiu aleatoriamente pacientes com depressão para receber 12 sessões semanais de acupuntura, além dos cuidados usuais (302 pacientes), ou 12 sessões semanais de aconselhamento, mais cuidados habituais (302 pacientes), ou cuidados habituais somente (151 pacientes).

Em comparação com os cuidados habituais isoladamente, houve uma redução significativa nos indicadores médios de depressão em três meses, tanto para a acupuntura quanto para as intervenções de aconselhamento.

Não houve diferença significativa nos escores de depressão entre a acupuntura e o aconselhamento, com ambas as abordagens apresentando benefícios similares.

Aos nove meses e 12 meses, por causa de melhorias nos escores de depressão no grupo de cuidados habituais, a acupuntura e o aconselhamento já não mostraram resultados superiores aos cuidados usuais.

“Nós fornecemos evidências de que a acupuntura versus cuidados habituais e aconselhamento versus cuidados habituais são ambos associados com uma redução significativa nos sintomas da depressão no curto e médio prazo, e não estão associados com eventos adversos graves,” concluíram os pesquisadores.

Fonte: Diário da Saúde

Acupuntura trata doenças inflamatórias fatais

acupuntura-sepsis

Além da sepse, a eletroacupuntura mostrou-se eficaz para o tratamento de artrite reumatoide, osteoartrite e doença de Crohn.[Imagem: Rutgers University]

  Eletroacupuntura contra sepse

Uma nova pesquisa documentou uma capacidade extraordinária da acupuntura em uma área em que os médicos acreditavam ser área de atuação exclusiva dos medicamentos químicos. A acupuntura se mostrou eficaz no tratamento da sepse, uma infecção generalizada que causa milhões de mortes no mundo todo. A sepse é uma condição que geralmente se desenvolve em unidades de tratamentos intensivos (UTIs), partindo de infecções e inflamações – trata-se de uma resposta inflamatória sistêmica que ocorre devido a uma falha do sistema imunológico em controlar uma infecção local. Já se sabia que a estimulação de um dos principais nervos do corpo, o nervo vago, desencadeia processos que reduzem a inflamação. Como a acupuntura lida com terminações nervosas, o Dr. Luis Ulloa, da Universidade Rutgers (EUA), queria saber se um tipo especial de acupuntura, a eletroacupuntura, que aplica uma pequena corrente elétrica através das agulhas, teria potência suficiente para reduzir a inflamação e as lesões normalmente fatais da sepse. Segundo o Dr. Ulloa, a corrente elétrica amplia o efeito de colocação da agulha, destacando que a eletroacupuntura já é aprovada pelas autoridades de saúde para o tratamento da dor em pacientes humanos. Acupuntura trata doenças inflamatórias fatais “Nós ainda não sabemos se, no futuro, a melhor solução para a sepse será a eletroacupuntura ou algum medicamento que imite a eletroacupuntura. O fundamental é que este estudo abriu as portas para os dois,” disse o Dr. Ulloa. [Imagem: Rob Forman/Rutgers Today]

"Nós ainda não sabemos se, no futuro, a melhor solução para a sepse será a eletroacupuntura ou algum medicamento que imite a eletroacupuntura. O fundamental é que este estudo abriu as portas para os dois," disse o Dr. Ulloa. [Imagem: Rob Forman/Rutgers Today]

“Nós ainda não sabemos se, no futuro, a melhor solução para a sepse será a eletroacupuntura ou algum medicamento que imite a eletroacupuntura. O fundamental é que este estudo abriu as portas para os dois,” disse o Dr. Ulloa. [Imagem: Rob Forman/Rutgers Today]

Quando a eletroacupuntura foi aplicada em camundongos com sepse, o procedimento estimulou moléculas chamadas citocinas, que ajudam a limitar a inflamação. O resultado foi surpreendente: metade das cobaias sobreviveu por pelo menos uma semana, enquanto a taxa de sobrevivência dos animais que não receberam acupuntura foi zero. Mais do que isso, os resultados mostram benefícios potenciais não apenas para sepse, mas também para o tratamento de outras doenças inflamatórias, como artrite reumatoide, osteoartrite e doença de Crohn. Medicamento para imitar acupuntura Rastreando o método de atuação da eletroacupuntura, a equipe verificou que a ação das agulhas se dá por meio das glândulas adrenais. Como muitos pacientes com sepse têm disfunções nas glândulas endócrinas, a equipe foi buscar um medicamento que pudesse reativá-las, de forma que o maior número possível de pacientes pudesse se beneficiar da acupuntura. Eles encontraram um composto, o fenoldopam, que parece produzir benefícios nos pacientes nos quais problemas nas glândulas adrenais não permitem que eles tirem proveito da eletroacupuntura. “Nós ainda não sabemos se, no futuro, a melhor solução para a sepse será a eletroacupuntura ou algum medicamento que imite a eletroacupuntura. O fundamental é que este estudo abriu as portas para os dois,” disse o Dr. Ulloa. O estudo foi publicado na revista Nature Medicine.

Fonte: Diário da Saúde

Acupuntura e menopausa: tratamento com vasos maravilhosos para redução de fogachos

Artigo elaborado baseado em partes do Trabalho de Conclusão de Curso, Autora do artigo: Profa. Larissa A. Bachir Polloni – CETN

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Os “calorões” ou fogachos que são comuns durante e após a menopausa podem durar muitos anos. Alguns estudos dizem que podem chegar até 10 anos.

O objetivo do trabalho foi realizar um estudo de caso onde a paciente escolhida deveria se enquadrar nos seguintes critérios: ausência de menstruação há mais de 1 (um) ano; presença de fogacho como um dos sintomas da menopausa; e que não estivesse realizando nenhum outro tipo de tratamento. Baseou-se em dez sessões de acupuntura visando a redução da quantidade dos fogachos.

Para a realização das sessões de acupuntura sistêmica foram utilizados os seguintes materiais: Agulhas 25 x 30mm, Mandril, Algodão, Álcool 70%, Descartak, Bandeja para agulhas. Na auriculoterapia foi utilizado: Semente de cousa, Palpador auricular, Pinça, Alcool 70%, Algodão.

Durante o tratamento foi utilizado uma escala de fogacho, construída pelas autoras.

Métodos: A escolha da paciente baseou-se nos seguintes critérios: ausência de menstruação a mais de 1 (um) ano; presença de fogacho como um dos sintomas da menopausa; e que não estivesse realizando nenhum outro tipo de tratamento. A paciente assinou um termo consentindo a realização da pesquisa.

A pesquisa foi realizada em 10 (dez) sessões, com frequência de 2 vezes por semana, com duração de 1 hora cada sessão, durante 5 (cinco) semanas. Como método de quantificação foi utilizado uma escala de fogacho elaborada pelas autoras do estudo. Nessa escala a paciente deveria anotar as devidas informações nela contida.

Foi entregue a escala, sendo que a primeira foi uma semana antes do início do tratamento para que a paciente preenchesse. O objetivo do uso da escala de fogacho foi a comparação do efeito do tratamento, ou seja, o antes e o depois para obtenção dos resultados. Levando em conta que a principal queixa da paciente era a quantidade dos fogachos, na escala a mesma deveria anotá-la por períodos (manhã, tarde, noite e madrugada), durante todo o tratamento.

Os pontos selecionados para o início de tratamento: R3, R6, P7, VC4, VC6. Pontos utilizados na quarta sessão: Ren Mai – Vaso Diretor ou Vaso Concepção, Ponto de Abertura – P7 (lado direito

Ponto Acoplado – R6 (lado esquerdo).

Pontos selecionados a partir da quinta sessão: Os pontos mencionados no início do tratamento com o acréscimo do ponto: IG11 – liberta o calor.

Pontos utilizados na auriculopuntura: Shenmen, Rim, Simpático, Metabolismo, Hipotálamo e Útero.

DISCUSSÃO : A paciente V.A.F., 51 anos, sentindo sintomas do climatério desde os 49 anos de idade, veio em busca do tratamento complementar para a diminuição do principal sintoma da menopausa que a acometia, o fogacho, já que a mesma ainda não havia realizado nenhum tratamento alopático.

Feita avaliação, o diagnóstico energético foi Síndrome da deficiência de Yin e Yang do Rim com predomínio do Yin do Rim.

No início do tratamento a paciente relatou uma média de 10 fogachos por dia, com duração aproximada de 3 a 4 minutos, essa média perdurou até a terceira sessão.

Buscando um resultado mais satisfatório foi utilizada a técnica de Vasos Maravilhosos, especificamente o Ren Mai, conhecido como “Mar dos Canais Yin” por influenciar todos os canais Yin e exercer uma grande importância no sistema reprodutivo. A partir de então, a paciente constatou diminuição da intensidade dos fogachos. Porém, não tendo uma diminuição significativa da quantidade dos fogachos foi acrescentado o ponto IG11 a partir da quinta sessão seguindo assim até a última.

A partir dos dados obtidos na escala, para uma melhor observação do resultado foi feito uma média com a quantidade de fogachos relatada anterior ao tratamento e no decorrer das sessões, e exposta em gráfico. Seguem os gráficos:

GRÁFICO 1: MÉDIA DA QUANTIDADE DE FOGACHOS DURANTE O TRATAMENTO

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GRÁFICO 2: QUANTIDADE DE FOGACHOS ANTES DO INÍCIO DO TRATAMENTO E NO FINAL DO TRATAMENTO

 

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 RESULTADO

Conforme dados da escala foi observado que os fogachos no período da madrugada foram diminuindo gradativamente com um pequeno aumento na sexta sessão, voltando a diminuir na sétima sessão em diante. Já no período da manhã o sintoma diminuiu somente após a quinta sessão, ocorrendo o mesmo nos períodos da tarde e noite.

Conforme relatado após a sessão onde foi realizada a técnica de Vasos Maravilhosos (quarta sessão) a intensidade dos fogachos foi amenizada. Sendo que no início do tratamento o sintoma perdurava por até 3 minutos e após a quarta sessão o tempo passou a ser de no máximo 1 minuto. Porém não houve alterações significativas no número de fogachos, levando em consideração essa queixa foi então acrescentado o ponto IG11 na quinta sessão. Feito isso, a paciente relatou nas sessões seguintes diminuição na quantidade do sintoma.

No final do tratamento observou-se uma redução significativa do sintoma, chegando a não ocorrer no período da tarde e noite e com apenas um episódio nos demais períodos.

Sendo assim considerado o tratamento eficaz na redução do sintoma do fogacho na menopausa.

Fonte: CETN