Acupuntura alivia a dor alterando mecanismos bioquímicos no cérebro

Como a acupuntura funciona?

A acupuntura tem sido usada pela medicina oriental por milhares de anos, sobretudo no tratamento da dor. Os efeitos benéficos levaram até a Força Aérea dos Estados Unidos a adotarem a acupuntura no tratamento de seus soldados nos campos de batalha.

Mas como a acupuntura funciona em nível celular, ou seja, qual é o mecanismo que faz com que a acupuntura de fato alivie a dor, é uma pergunta para a qual os cientistas ainda não têm uma resposta.

Capacidade do cérebro de regular a dor

Agora, usando imagens captadas do cérebro, pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA), conseguiram as primeiras evidências de que a acupuntura tradicional chinesa afeta a capacidade de longo prazo do cérebro para regular a dor.

Os resultados serão publicados no exemplar de Setembro da revista médica Journal of NeuroImage.

Mu-opioides

No estudo, os pesquisadores demonstraram que a acupuntura aumentou a disponibilidade de ligação dos receptores mu-opioides (MOR) em regiões do cérebro que processam e amortecem os sinais de dor – especificamente no cingulato, ínsula, caudato, tálamo e amígdala.

Acredita-se que os opioides que agem contra a dor, como a morfina, codeína e outros medicamentos, funcionam ao se ligar a esses receptores opioides no cérebro e na medula espinhal.

“A maior disponibilidade de ligação desses receptores está associada com uma redução na dor,” explica Richard E. Harris, que é anestesiologista e coordenador da pesquisa.

Uma implicação desta pesquisa é que os pacientes com dores crônicas tratados com acupuntura poderão passar a reagir mais positivamente aos medicamentos opioides, uma vez que os receptores parecem ter maior disponibilidade de ligação,” diz Harris.

Mesmos resultados, explicações diferentes

Esta descoberta também dá um novo estímulo ao campo da pesquisa em acupuntura, seguindo uma grande controvérsia recente sobre estudos que argumentam que a acupuntura simulada seria tão efetiva quanto a acupuntura real na redução das dores crônicas.

“É interessante que tanto os grupos que receberam acupuntura real quanto acupuntura simulada tenham apresentado reduções similares da dor. Mas os mecanismos que levaram à redução da dor em cada um dos casos são radicalmente diferentes,” diz Harris.

Fonte: Diário da Saúde

Será que o fosfato se tornará próximo sódio?

Será que o fosfato vai se tornar um novo sódio – um aditivo alimentar aparentemente benigno e comum, agora ligado a doenças cardíacas e maior risco de morte?

A Associação Norte-Americana do Coração acaba de encomendar três estudos simultâneos para tentar esclarecer os danos potenciais causados ao coração pelo excesso de fosfato na alimentação.

Os aditivos alimentares são a principal fonte de fosfato absorvível na dieta humana. Eles são comumente encontrados em carnes processadas, produtos embalados, fast foods e bebidas processadas, como certos refrigerantes, limonadas, chás engarrafados e outros. A indústria de alimentos adiciona o fosfato aos alimentos processados para melhorar o sabor e a aparência e aumentar o período de validade dos produtos.

“Qualquer alimento que estiver embrulhado em plástico tem uma boa chance de ter fosfato adicionado a ele,”, explica Myles Wolf, da Universidade Northwestern (EUA), que será responsável pela realização dos estudos.

Fosfato e risco cardíaco

Pesquisas anteriores da equipe de Wolf mostraram que uma dieta rica em fosfato leva a um aumento de um hormônio, o FGF23, que prediz fortemente o risco de insuficiência cardíaca e morte.

E essa ligação pode explicar a maior incidência de insuficiência cardíaca registrada sobretudo na população mais pobre, que ingere mais alimentos processados, ricos em fosfato, aumentando assim os seus níveis desse hormônio.

“As pessoas mais pobres e as minorias são mais propensas a comer maiores quantidades de alimentos processados porque esses itens são mais baratos e mais facilmente disponíveis, especialmente em bairros onde não há um supermercado e disponibilidade limitada de alimentos frescos saudáveis,” justifica Wolf.

Necessidade de fosfato

O pesquisador diz que, no futuro, o teor de fosfato nos alimentos poderá precisar ser regulamentado e listado nos rótulos dos produtos, assim como já acontece com o sódio do sal de cozinha.

Uma dieta saudável de uma pessoa adulta requer entre 800 a 1.200 miligramas de fosfato por dia, mas uma dieta rica em alimentos processados pode conter mais de 2.000 miligramas de fosfato por dia.

Fonte: Diário da Saúde

Vacina brasileira anti-HIV entra em nova fase de testes

Após os resultados animadores obtidos nos primeiros testes em macacos, realizados no ano passado, a vacina brasileira contra o HIV, que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), do Incor e do Instituto Butantan, passará por uma nova fase de experimentos de imunização usando o mesmo tipo de animal.

O objetivo dos novos testes será avaliar uma nova estratégia de administração da vacina em que, em vez de ser injetado diretamente no organismo de macacos, como foi feito nos testes anteriores, o antígeno será inserido no genoma de vírus incapazes de causar infecções (atenuados), como o da vacina da varíola e adenovírus de chimpanzé, a fim de aumentar a resposta imune à vacina.

Contudo, ainda não há uma previsão do início dos novos testes porque, para realizá-los, será preciso instalar uma unidade laboratorial com alto nível de biossegurança nas dependências do Instituto Butantan.

“Serão necessárias instalações de biossegurança de nível 2 para realização dos testes com esses vetores virais porque, especialmente no caso do adenovírus de chimpanzé, embora não consiga replicar, há a possibilidade de esse vetor se recombinar com adenovírus selvagens, presentes na população de macacos que participarão dos experimentos, e reativar, ou seja, se tornar um vírus replicativo”, disse Edécio Cunha Neto.

O projeto das instalações, realizado por uma empresa norte-americana e em que serão usados contêineres especialmente adaptados para alojar os animais e realizar os experimentos, foi concluído e está aguardando a aprovação dos custos para ser iniciado.

“As instalações levarão cerca de seis meses para serem construídas e entregues para que possamos iniciar os testes”, afirmou Cunha Neto.

Vacina brasileira

De acordo com o pesquisador, atualmente há cerca de 30 ensaios clínicos em humanos de candidatas a vacinas contra o HIV sendo realizados nos Estados Unidos e Europa, sendo que a maioria está em fase 1 ou 2 – à frente da vacina brasileira.

Um dos diferenciais da vacina brasileira, segundo ele, é que é a única voltada a induzir respostas de linfócitos T do tipo CD4 ou TCD4 – as células mais importantes do sistema imune e o principal alvo do HIV.

“Há evidências crescentes de que essas células são responsáveis por acionar linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas pelo HIV. Além disso, também acionam linfócitos B, produtores de anticorpos”, explicou.

Os 18 fragmentos de DNA do vírus HIV que compõem a vacina desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros são facilmente reconhecidos por linfócitos TCD4 que, por sua vez, auxiliam a ativação dos linfócitos TCD8 do sistema imunológico.

Fonte: Diário da Saúde

Laser tem sua eficácia contra a dor comprovada

O laser terapêutico, ou fototerapia com laser de baixa intensidade, acaba de ser comprovado cientificamente como um tratamento eficaz contra a dor.

Um estudo pioneiro realizado no Instituto de Física da USP mapeou, pela primeira vez, a ação terapêutica do laser e descobriu que ele age bloqueando a troca de sinais elétricos entre os neurônios.

Assim, a terapia reduz drasticamente a sensação da dor – após a terapia com laser, a sensação da dor foi reduzida em quatro vezes.

“A eficácia do laser no tratamento da dor já havia sido observada clinicamente, mas nosso trabalho foi pioneiro no esclarecimento dos mecanismos de ação da modulação da dor devido à interação de luz laser com neurônios,” conta Marcelo Pires de Sousa, que fez o estudo em conjunto com a professora Elisabeth Mateus Yoshimura.

O uso da fototerapia com laser é um complemento ao uso de medicamentos para dor, principalmente para a dor crônica, já que esses remédios podem perder o efeito depois de algum tempo de uso.

“Não existe um processo adaptativo para as terapias físicas, o paciente não vai criar resistência a elas”, diz Marcelo referindo-se ao tratamento com laser.

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Zona da dor

Para entender a ação do laser terapêutico contra a dor, foi estudada a região do córtex somestésico primário, área do cérebro em que todas as informações sobre dor, em humanos e em animais, são interpretadas – os testes foram realizados em camundongos.

Para comparação, essa região do cérebro está para a terapia com laser do mesmo modo que a orelha está para a acupuntura – ou seja, reúne pontos que têm reflexo em todo o corpo. Quando a terapia a laser é aplicada nessa área, ela pode tratar a dor em qualquer parte do corpo.

Os resultados mostram ainda que após a fototerapia, a sensação da dor foi reduzida em quatro vezes e o efeito anestésico demorou seis horas para passar. Além disso, não foram identificados marcadores de inflamação e queimadura – o que indica ausência de efeitos colaterais.

“Essa é uma técnica que deveria ser difundida e muito usada, porque só traz benefícios ao paciente”, diz o pesquisador.

Atualmente, o custo para aquisição de um equipamento de terapia a laser de baixa intensidade é de cerca de R$ 8 mil. No entanto, o pesquisador Marcelo Sousa já está trabalhando no desenvolvimento de um equipamento ainda mais acessível.

Fonte: Diário da Saúde

 

Já possuímos em nosso consultório o aparelho Laser de Baixa Intensidade. É uma ferramenta excelente, associado a acupuntura, para combater as dores articulares e musculares.