Acupuntura alivia a dor alterando mecanismos bioquímicos no cérebro

Como a acupuntura funciona?

A acupuntura tem sido usada pela medicina oriental por milhares de anos, sobretudo no tratamento da dor. Os efeitos benéficos levaram até a Força Aérea dos Estados Unidos a adotarem a acupuntura no tratamento de seus soldados nos campos de batalha.

Mas como a acupuntura funciona em nível celular, ou seja, qual é o mecanismo que faz com que a acupuntura de fato alivie a dor, é uma pergunta para a qual os cientistas ainda não têm uma resposta.

Capacidade do cérebro de regular a dor

Agora, usando imagens captadas do cérebro, pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA), conseguiram as primeiras evidências de que a acupuntura tradicional chinesa afeta a capacidade de longo prazo do cérebro para regular a dor.

Os resultados serão publicados no exemplar de Setembro da revista médica Journal of NeuroImage.

Mu-opioides

No estudo, os pesquisadores demonstraram que a acupuntura aumentou a disponibilidade de ligação dos receptores mu-opioides (MOR) em regiões do cérebro que processam e amortecem os sinais de dor – especificamente no cingulato, ínsula, caudato, tálamo e amígdala.

Acredita-se que os opioides que agem contra a dor, como a morfina, codeína e outros medicamentos, funcionam ao se ligar a esses receptores opioides no cérebro e na medula espinhal.

“A maior disponibilidade de ligação desses receptores está associada com uma redução na dor,” explica Richard E. Harris, que é anestesiologista e coordenador da pesquisa.

Uma implicação desta pesquisa é que os pacientes com dores crônicas tratados com acupuntura poderão passar a reagir mais positivamente aos medicamentos opioides, uma vez que os receptores parecem ter maior disponibilidade de ligação,” diz Harris.

Mesmos resultados, explicações diferentes

Esta descoberta também dá um novo estímulo ao campo da pesquisa em acupuntura, seguindo uma grande controvérsia recente sobre estudos que argumentam que a acupuntura simulada seria tão efetiva quanto a acupuntura real na redução das dores crônicas.

“É interessante que tanto os grupos que receberam acupuntura real quanto acupuntura simulada tenham apresentado reduções similares da dor. Mas os mecanismos que levaram à redução da dor em cada um dos casos são radicalmente diferentes,” diz Harris.

Fonte: Diário da Saúde

Será que o fosfato se tornará próximo sódio?

Será que o fosfato vai se tornar um novo sódio – um aditivo alimentar aparentemente benigno e comum, agora ligado a doenças cardíacas e maior risco de morte?

A Associação Norte-Americana do Coração acaba de encomendar três estudos simultâneos para tentar esclarecer os danos potenciais causados ao coração pelo excesso de fosfato na alimentação.

Os aditivos alimentares são a principal fonte de fosfato absorvível na dieta humana. Eles são comumente encontrados em carnes processadas, produtos embalados, fast foods e bebidas processadas, como certos refrigerantes, limonadas, chás engarrafados e outros. A indústria de alimentos adiciona o fosfato aos alimentos processados para melhorar o sabor e a aparência e aumentar o período de validade dos produtos.

“Qualquer alimento que estiver embrulhado em plástico tem uma boa chance de ter fosfato adicionado a ele,”, explica Myles Wolf, da Universidade Northwestern (EUA), que será responsável pela realização dos estudos.

Fosfato e risco cardíaco

Pesquisas anteriores da equipe de Wolf mostraram que uma dieta rica em fosfato leva a um aumento de um hormônio, o FGF23, que prediz fortemente o risco de insuficiência cardíaca e morte.

E essa ligação pode explicar a maior incidência de insuficiência cardíaca registrada sobretudo na população mais pobre, que ingere mais alimentos processados, ricos em fosfato, aumentando assim os seus níveis desse hormônio.

“As pessoas mais pobres e as minorias são mais propensas a comer maiores quantidades de alimentos processados porque esses itens são mais baratos e mais facilmente disponíveis, especialmente em bairros onde não há um supermercado e disponibilidade limitada de alimentos frescos saudáveis,” justifica Wolf.

Necessidade de fosfato

O pesquisador diz que, no futuro, o teor de fosfato nos alimentos poderá precisar ser regulamentado e listado nos rótulos dos produtos, assim como já acontece com o sódio do sal de cozinha.

Uma dieta saudável de uma pessoa adulta requer entre 800 a 1.200 miligramas de fosfato por dia, mas uma dieta rica em alimentos processados pode conter mais de 2.000 miligramas de fosfato por dia.

Fonte: Diário da Saúde

Vacina brasileira anti-HIV entra em nova fase de testes

Após os resultados animadores obtidos nos primeiros testes em macacos, realizados no ano passado, a vacina brasileira contra o HIV, que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), do Incor e do Instituto Butantan, passará por uma nova fase de experimentos de imunização usando o mesmo tipo de animal.

O objetivo dos novos testes será avaliar uma nova estratégia de administração da vacina em que, em vez de ser injetado diretamente no organismo de macacos, como foi feito nos testes anteriores, o antígeno será inserido no genoma de vírus incapazes de causar infecções (atenuados), como o da vacina da varíola e adenovírus de chimpanzé, a fim de aumentar a resposta imune à vacina.

Contudo, ainda não há uma previsão do início dos novos testes porque, para realizá-los, será preciso instalar uma unidade laboratorial com alto nível de biossegurança nas dependências do Instituto Butantan.

“Serão necessárias instalações de biossegurança de nível 2 para realização dos testes com esses vetores virais porque, especialmente no caso do adenovírus de chimpanzé, embora não consiga replicar, há a possibilidade de esse vetor se recombinar com adenovírus selvagens, presentes na população de macacos que participarão dos experimentos, e reativar, ou seja, se tornar um vírus replicativo”, disse Edécio Cunha Neto.

O projeto das instalações, realizado por uma empresa norte-americana e em que serão usados contêineres especialmente adaptados para alojar os animais e realizar os experimentos, foi concluído e está aguardando a aprovação dos custos para ser iniciado.

“As instalações levarão cerca de seis meses para serem construídas e entregues para que possamos iniciar os testes”, afirmou Cunha Neto.

Vacina brasileira

De acordo com o pesquisador, atualmente há cerca de 30 ensaios clínicos em humanos de candidatas a vacinas contra o HIV sendo realizados nos Estados Unidos e Europa, sendo que a maioria está em fase 1 ou 2 – à frente da vacina brasileira.

Um dos diferenciais da vacina brasileira, segundo ele, é que é a única voltada a induzir respostas de linfócitos T do tipo CD4 ou TCD4 – as células mais importantes do sistema imune e o principal alvo do HIV.

“Há evidências crescentes de que essas células são responsáveis por acionar linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas pelo HIV. Além disso, também acionam linfócitos B, produtores de anticorpos”, explicou.

Os 18 fragmentos de DNA do vírus HIV que compõem a vacina desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros são facilmente reconhecidos por linfócitos TCD4 que, por sua vez, auxiliam a ativação dos linfócitos TCD8 do sistema imunológico.

Fonte: Diário da Saúde

Laser tem sua eficácia contra a dor comprovada

O laser terapêutico, ou fototerapia com laser de baixa intensidade, acaba de ser comprovado cientificamente como um tratamento eficaz contra a dor.

Um estudo pioneiro realizado no Instituto de Física da USP mapeou, pela primeira vez, a ação terapêutica do laser e descobriu que ele age bloqueando a troca de sinais elétricos entre os neurônios.

Assim, a terapia reduz drasticamente a sensação da dor – após a terapia com laser, a sensação da dor foi reduzida em quatro vezes.

“A eficácia do laser no tratamento da dor já havia sido observada clinicamente, mas nosso trabalho foi pioneiro no esclarecimento dos mecanismos de ação da modulação da dor devido à interação de luz laser com neurônios,” conta Marcelo Pires de Sousa, que fez o estudo em conjunto com a professora Elisabeth Mateus Yoshimura.

O uso da fototerapia com laser é um complemento ao uso de medicamentos para dor, principalmente para a dor crônica, já que esses remédios podem perder o efeito depois de algum tempo de uso.

“Não existe um processo adaptativo para as terapias físicas, o paciente não vai criar resistência a elas”, diz Marcelo referindo-se ao tratamento com laser.

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Zona da dor

Para entender a ação do laser terapêutico contra a dor, foi estudada a região do córtex somestésico primário, área do cérebro em que todas as informações sobre dor, em humanos e em animais, são interpretadas – os testes foram realizados em camundongos.

Para comparação, essa região do cérebro está para a terapia com laser do mesmo modo que a orelha está para a acupuntura – ou seja, reúne pontos que têm reflexo em todo o corpo. Quando a terapia a laser é aplicada nessa área, ela pode tratar a dor em qualquer parte do corpo.

Os resultados mostram ainda que após a fototerapia, a sensação da dor foi reduzida em quatro vezes e o efeito anestésico demorou seis horas para passar. Além disso, não foram identificados marcadores de inflamação e queimadura – o que indica ausência de efeitos colaterais.

“Essa é uma técnica que deveria ser difundida e muito usada, porque só traz benefícios ao paciente”, diz o pesquisador.

Atualmente, o custo para aquisição de um equipamento de terapia a laser de baixa intensidade é de cerca de R$ 8 mil. No entanto, o pesquisador Marcelo Sousa já está trabalhando no desenvolvimento de um equipamento ainda mais acessível.

Fonte: Diário da Saúde

 

Já possuímos em nosso consultório o aparelho Laser de Baixa Intensidade. É uma ferramenta excelente, associado a acupuntura, para combater as dores articulares e musculares.

 

Acupuntura para tratar rugas? Conheça os benefícios estéticos da técnica milenar chinesa

Segue uma reportagem feita com a médica Sylvia de Petta Ariano sobre a acupuntura estética.

Agora na Viver Acupuntura trabalhamos também com essa técnica, Os resultados são incríveis! Abaixo coloquei algumas fotos com exemplos de resultados.

 

Segue a reportagem:

 

Além de tratar problemas de saúde – que vão de dores nas costas a ansiedade – a acupuntura pode ser uma grande aliada na busca pela beleza. Isso mesmo, com a técnica milenar da medicina chinesa é possível amenizar rugas, acne, flacidez facial e corporal, gordura localizada, celulite, olheiras, manchas e estrias, entre outros problemas. “A gordura localizada, por exemplo, é mais fácil de ser tratada quando não é um caso muito avançado. Até o manequim 44 é viável conseguir um resultado, mas se a paciente veste manequim 50 é preciso mudar o estilo de vida para então começar o tratamento”, esclarece a médica Sylvia de Petta Ariano, do Ambulatório de Acupuntura Estética da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “(O resultado) varia de acordo com o paciente, depende do problema a ser tratado e da intensidade da alteração estética”, explica Doris Bedoya Henao, médica responsável pelo Departamento de Acupuntura da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu (SP).

Estímulo elétrico

Quando o foco é tratar disfunções de estética, parece ser consenso entre os especialistas o fato de que as agulhas clássicas, tradicionais, são menos potentes do que aquelas utilizadas com estímulos elétricos – método chamado de eletroacupuntura. “O estímulo elétrico provoca na região tratada uma reação inflamatória aguda, que melhora a circulação sanguínea e linfática e aumenta a oxigenação das células. Esse processo produz a lipólise de células gordurosas, isto é, queima de gordura, e o aumento da produção de colágeno e elastina, efeitos muito bons para aumentar o tônus muscular e a firmeza da pele. Portanto, reduz gordura localizada, trata a flacidez e ameniza rugas, devolvendo viço à pele”, justifica Sylvia de Petta. Apsicoterapeuta Alcéa Abujamra, 63 anos, de São Paulo, confirma o mecanismo. “Faço para tratar rugas, gordura localizada e flacidez e estou muito satisfeita. Sinto minha pele mais tonificada e firme”, conta a paciente, que adotou o método há mais de dez anos. “Sempre fiz acupuntura para a saúde, então resolvi fazer também para a estética e é muito bom. Para flacidez faço em diversas áreas do corpo, glúteos, pernas, abdômen, inclusive nos braços, e funciona demais”, relata.

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Força extra

Na área de estética, os médicos costumam combinar outras técnicas ao tratamento, de acordo com a necessidade de cada caso. “Contra a celulite, por exemplo, funciona muito bem unir a ventosaterapia, que é o uso de ventosas (de vidro ou plástico), elas exercem uma pressão negativa sobre a pele, fazendo uma sucção similar a de uma massagem profunda. O uso de óleos com manobras de drenagem em direção aos vasos linfáticos também potencializa o tratamento”, acrescenta Doris. Assim como unir métodos diferentes é eficaz, aplicar as agulhas além dos pontos clássicos também pode ser útil, como é o caso das rugas de expressão, acne, celulite e gordura localizada. “Para obter uma melhora das rugas de expressão, por exemplo, tonificamos o músculo flácido e sedamos o músculo rígido”, conta a médica.

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A importância do equilíbrio

No entanto, de um modo geral, para a medicina oriental, todos os problemas estéticos são considerados algum desequilíbrio do organismo. “É possível observar o equilíbrio físico, mental e espiritual através da visualização do rosto de uma pessoa. A beleza da pele reflete nossas condições de saúde: não existe doente com pele viçosa ou brilhante”, ressalta Doris. “Na medicina chinesa trata-se o doente não a doença, diferentemente de outras intervenções estéticas que só tratam o local afetado”, completa a médica da Unesp. Para Sylvia de Petta também não tem como tratar da estética sem pensar no corpo como um todo. “Mesmo nos tratamentos estéticos é recomendado fazer acupuntura geral, para harmonizar e equilibrar as funções do organismo que podem estar descompensadas e, assim, refletirem na aparência”, destaca a médica.

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Fonte: Uol

Dia Mundial de Combate ao Câncer – Acupuntura

A acupuntura é uma das técnicas de tratamento da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que utiliza como ferramenta agulhas metálicas que são aplicadas na pele dos pacientes, em pontos estratégicos (pontos de acupuntura) com o objetivo de melhorar a função dos órgãos, vísceras, glândulas, diminuir ou eliminar a dor e trazer equilíbrio nas emoções.

A acupuntura foi descrita pelos chineses há 5.000 anos e ficou por muito tempo esquecida pela dificuldade da compreensão da escrita chinesa e de entender o seu mecanismo de ação.

O fato de a acupuntura ter apresentado um grande desempenho no alívio da dor aguda e na dor crônica, fez com que ela não ficasse esquecida para sempre.
Com o avanço da Medicina e das diferentes especialidades paralelas como a Bioquímica, foram descobertos os neurotransmissores, como a serotonina, a B-endorfina, a dinorfina e muitas outras substâncias.

Através dessas descobertas foi possível perceber que a picada da agulha na pele em um ponto especial produzia a liberação destas maravilhosas substâncias e também ficou explicado como a acupuntura pode diminuir ou acabar com a dor, liberando estas substâncias analgésicas endógenas.

A acupuntura pode, às vezes, curar, em uma única sessão, dores que atormentam a vida de pacientes que vinham sofrendo por horas, dias, meses ou anos.
Na Medicina Tradicional Chinesa, a acupuntura é uma grande ferramenta para manter a saúde ou trazer a saúde perdida aos pacientes.

Mas a MTC apresenta ainda outras técnicas complementares, como a ventosa, a moxabustão, a aurículo-acupuntura, a massagem (Tui-na), a automassagem, a eletro-acupuntura, a laser-acupuntura, o tai-chi-chuan, o Ti-kun, a fitoterapia, a meditação, a hidroterapia, as técnicas respiratórias e a terapia das flores.

Tanto a acupuntura como todas estas técnicas complementares podem auxiliar muito o paciente acometido de câncer.

Estudos mais recentes têm comprovado que a acupuntura pode ajudar a modular o sistema imunológico, de modo semelhante ao efeito do Interferon.

Outros trabalhos têm demonstrado a ajuda aos pacientes com câncer para:

  • Diminuir ou acabar com a dor.
  • Diminuir ou acabar com os efeitos colaterais indesejáveis da quimioterapia como a náusea, vômito, diarréia, desidratação e quando mais complicado, os distúrbios hidroeletrolíticos.
  • Diminuir o linfedema.
  • Melhorar a imunidade.
  • Melhorar a disposição e o ânimo.
  • Aumentar a alegria de viver.

A proposta de utilizar a acupuntura e outras técnicas da MTC no tratamento do paciente com câncer é de servir como um complemento ao tratamento convencional.

Fonte: OncoGuia

Gengibre: aquece, é digestivo e combate enjoos

O gengibre é uma planta asiática que é particularmente bem conhecida no Ocidente. Com o tempo e com tentativas e erros, suas propriedades estimulantes e sabor picante foram integrados tanto em nossa “matéria médica” herbal, como na gastronomia.

Preparada como um chá de ervas, a raiz do gengibre é particularmente útil para pessoas com estômago hipoativo e dificuldade de produzir quantidades adequadas de ácido hidroclórico necessárias para digerir os alimentos.

Isso, muitas vezes, é o caso para pessoas que não reservam algum tempo para sentar e relaxar o suficiente para digerir sua refeição. O resultado de uma refeição feita desta forma, especialmente se tem alto teor de carboidratos, pode ser indigestão e gases (devidos à má digestão ou à constipação intestinal) por horas depois.

Se você está sempre comendo e correndo ou tem uma criança que engole o alimento sem mastigar corretamente, então, o gengibre pode ser de grande utilidade, auxiliando na digestão e dissipando os gases acumulados.

Para preparar uma xícara de chá de gengibre, basta colocar meia colher de chá de raiz de gengibre em pó ou duas colheres de chá da raiz fresca em uma xícara de água fervente, deixar descansar por uns 3 minutos  e tomar. Isto pode ser feito até quatro vezes por dia.

O gengibre é originário das regiões tropicais da Ásia oriental. Suas propriedades são obviamente bem conhecidas pelas culturas asiáticas, que o destacam tanto na culinária como nas tradições médicas do Oriente. No sistema da medicina tradicional chinesa (MTC), o gengibre é classificado como uma erva “quente”. Este termo também está presente nos sistemas da medicina clássica ocidental e ayurvédica e, geralmente, significa que esta erva é utilizada para tratar padrões de doenças que provocam sintomas “frios”, incluindo mãos e/ou pés frios e pálidos, aversão ao frio ambiental e a bebidas frias, e necessidade de coberta extra para dormir.

É interessante notar que as doses necessárias para o tratamento eficaz de pessoas ocidentais com esta erva são muito menores do que as indicadas na MTC.

O gengibre também tem sido usado desde os tempos antigos como um tratamento seguro e eficaz para o mal-estar da manhã. Uma xícara de chá feita com a raiz fresca pode ser degustada conforme necessário para aliviar a náusea com sucesso. Fontes de referência na fitoterapia tradicional chinesa acautelam contra altas doses (3-9 gramas por dia) da raiz seca para esta finalidade. Então, a raiz fresca é melhor e considerada menos quente do que a desidratada.

Desde tempos bíblicos, o gengibre tem ajudado a promover o comércio de especiarias. Os antigos romanos usavam-no para fazer vinhos temperados para tratar enfermidades do estômago. Eles importavam grandes quantidades de suas fontes nas Índias Orientais. Eles tributavam-no pesadamente por causa da alta demanda e o negociavam por todo o Sudeste da Europa.

Quando o Império Romano caiu, o gengibre quase desapareceu da Europa. Isso até Marco Polo descobrir uma fonte barata na China, quando o gengibre ganhou renovada popularidade na Europa, embora entre a classe rica.

Os europeus medievais também prepararam vinhos e sidras temperados com gengibre e várias pimentas para aliviar essas condições provenientes de humores “frios”. O gengibre permaneceu popular em muitos países europeus, incluindo a Inglaterra, que encontrou uma fonte providente na Índia. Colonos ingleses mais tarde trouxeram o gengibre consigo para as Américas, onde ele continua a ser um favorito para temperar uma variedade de alimentos e bebidas.

Fonte: Epoch Times

O uso de medicina chinesa na gravidez

Ao analisar o uso da medicina chinesa na gravidez é possível dividir o seu uso em 3 fases: antes da gravidez, durante a gravidez e após a gravidez.

De notar que cada uma destas etapas apresenta problemas diferentes e implicam alterações relevantes nas escolhas de terapêuticas a aplicar e na forma como devem ser pensadas ou prescritas.

Vamos analisar cada uma das etapas no uso de medicina chinesa na gravidez.

Antes da gravidez

O uso de medicina chinesa antes da gravidez pode ser aplicada em problemas como infertilidade, regulação do ciclo menstrual, ansiedade para tratamentos de infertilidade.

Infertilidade: neste caso recorre-se a uma combinação de farmacologia com acupuntura sendo a fitoterapia o tratamento mais importante. De notar que muitas pacientes também fazem tratamentos de fertilização in vitro pelo que os tratamentos de fitoterapia devem ser coordenados de forma a não interferir com os outros tratamentos. Por exemplo alguns fitoterápicos usados podem potencializar os efeitos anti-coagulantes de medicamentos ocidentais usados nos tratamentos de infertilidade. Deve evitar-se as interações farmacocinéticas não controladas.

medicina chinesa na gravidez

Os tratamentos de infertilidade são tratamentos de longa duração com alguns problemas associados.

Regulação do ciclo menstrual: uma técnica que pode ser usada para aumentar as probabilidade de fertilidade do casal, especialmente se associada a conselhos sobre práticas sexuais que potenciem as capacidades reprodutivas do casal.

Os tratamentos usados são a fitoterapia e a acupuntura sendo a fitoterapia o mais importante.

Ansiedade: a acupuntura pode ter grande utilidade no alivio da ansiedade existente nas pacientes quando fazem tratamentos de fertilização in vitro. A diminuição da ansiedade vai ajudar a paciente a responder melhor aos tratamentos médicos.

falar de estudos com angélica chinesa em ratos fêmea expostos a radiação

Durante a gravidez

Durante a gravidez a farmacologia chinesa deve deixar de ser usada. A acupuntura ganha relevo na medida que pode substituir a fitoterapia e a medicação ocidental. Para muitos sintomas durante a gravidez a acupuntura deveria ser tratamentos de primeira escolha.

Durante a gravidez a acupuntura pode ser usada com grande sucesso no tratamento de imensas queixas entre as quais se encontram:

Tratamento da dor.

Tratamento de insônia.

Bebê pélvico

Facilitar trabalho de parto: a acupuntura pode ser usada para facilitar o trabalho de parto.

Após a gravidez

Retenção placentária: tradicionalmente a acupuntura é aconselhada no tratamento de retenção placentária. Devido à especificidade da queixa não é algo em que os acupunturistas ocidentais tenham muito experiência.

Depressão pós-parto: o problema mais comum. Devido à amamentação a mulher deve evitar medicação pelo que a acupuntura pode ser uma terapêutica bastante importante. A depressão profunda não responde à acupuntura mas os estudos científicos tem mostrado que depressão leve e depressão moderada respondem muito bem à acupuntura.

Conclusão sobre medicina chinesa na gravidez

A medicina chinesa na gravidez pode ter um papel importante a desempenhar em 3 etapas diferentes. Pode ser relevante em tratamentos de infertilidade ou para auxiliar os mesmos. A medicina chinesa na gravidez é relevante pois não possui os efeitos da medicação e é indicada para muitos dos problemas de saúde que podem surgir durante a gravidez. Finalmente a medicina chinesa pode ser uma ajuda relevante em alguns problemas após o parto como depressão pós-parto.

Fonte: Acuforma

Conheça uma pouco da fisiologia feminina segundo a Medicina Tradicional Chinesa

Os primeiros registros no ramo da ginecologia na MTC datam da dinastia Shang (1500 a 1000aC.) (Maciocia, 2000). Para que as particularidades fisiológicas da mulher como a menstruação, leucorréia, gravidez, parto e lactação ocorram de maneira harmônica, é necessário que haja Qi (energia) em abundância, bem como Xue (sangue) além de boa circulação nos vasos sanguíneos e órgãos em bom funcionamento (Auteroche et. al 1987). As mulheres pertencem ao Yin, mas apresentam alguns aspectos fisiológicos Yang. As estruturas que fazem parte fundamentalmente na fisiologia feminina incluem Sangue (Xue), Rins, Fígado, Baço, Coração, Pulmões e Estômago, além dos canais Chong Mai, Ren Mai, Du Mai e Dai Mai. (Maciocia, 2000)

Estruturas Fundamentais na Fisiologia Feminina:

A Matriz: A Matriz se trata do aparelho genital feminino e abrange o útero, os ovários e as trompas. É uma víscera irregular e possui relação direta com o Rim permitindo-lhe a ação no acontecimento da menstruação, na fecundação e na gestação.

A relação do Qi e do Xue: O sangue representa a parte material da menstruação, mas sua criação, seu controle dependem do Qi. “O Qi é o comandante do sangue.” Na mulher, o sangue precisa do impulso do Qi para atingir o “mar do Sangue” (Xue Hai) e se concentrar na matriz (Bao Gong) a fim de produzir a menstruação. E é através do controle que o Qi exerce sobre o xue que as regras possuem regularidade.

Por este motivo, a terapêutica propõe regularizar, em primeiro lugar, o Qi e o sangue, pois as enfermidades do sangue atingem obrigatoriamente o Qi assim como o oposto também ocorre.

Rins: Localizados no Aquecedor Inferior, armazenam a Essência (Jing), são a base de Yang e do Yin, controlam os líquidos, recebem o Qi, controlam os ossos e geram a medula. Os Rins controlam nascimento, crescimento, desenvolvimento, reprodução e envelhecimento. “Os Rins unem-se com o útero através do Envoltório Energético do Útero (Bao Mai), canal da Concepção (Ren Mai) e Canal Penetrante (Chong Mai) e são vitais para os processos da concepção, da gravidez e do parto.” (Ross, 1985)

Quando o Qi dos Rins está em bom estado, o Jing e o sangue são suficientes, a circulação nestes vasos flui normalmente e a menstruação ocorre no tempo certo.
Segundo Auteroche (1987), se o Qi dos Rins for insuficiente ou então se o Yin ou Yang dos Rins estiverem enfraquecidos, ocorre um desequilíbrio, os vasos Chong Mai e Ren Mai ficam afetados e as doenças ginecológicas aparecem.

Fígado: Localiza-se na região do hipocôndrio direito. Suas funções são de manter livre o fluxo do Qi, armazenar o sangue, controlar a dispersão, a drenagem e determinar as condições dos tendões e dos ligamentos. A função do fígado de manter livre a circulação do Qi é também importante na fisiologia da menstruação, onde deve haver um fluxo uniforme e desobstruído de Qi e de sangue. O Fígado é o órgão mais importante com relação à sexualidade e ao ciclo menstrual, pois possui a função de armazenar o sangue combinada com o controle que exerce no baixo ventre. O Fígado libera o sangue armazenado quando o organismo solicita, o que garante o funcionamento da menstruação.

Baço: Localiza-se no Aquecedor Médio. Sua função é controlar o transporte e a transformação dos nutrientes além de controlar o sangue, os músculos e os membros e manter fixos os órgãos. O Baço e o Estômago estão diretamente relacionados à formação de xue. É nestes órgãos que os alimentos são decompostos e transformados para em seguida subir ao coração onde se tornam sangue. “Pôr o Baço e o Estômago em harmonia, equivale a regularizar o Qi e o Sangue.” (Auteroche et. al 1987). Se o Qi do Baço/Pâncreas for deficiente, o Jin Ye não pode ser transformado adequadamente. Por outro lado, se a função de transporte for deficiente, o Jin Ye acumula-se formando edema e o aparecimento da umidade que poderá evoluir para mucosidade, que é mais pesada, espessa e pode causar bloqueios e obstruções. A mucosidade está relacionada com a Deficiência do Baço/Pâncreas.

Coração: Localiza-se no tórax, possui como função o controle do sangue dentro dos vasos sanguíneos e o controle das atividades mentais. O coração domina o sangue. Ele é responsável pela sua circulação e chegada às patês mais distantes do organismo. Ele expande o potencial do sangue, que é Essência, a todos os tecidos, impulsionado pelas artérias. Com isso a pele torna-se macia e úmida, o que confere a ela seu brilho natural.

O Pericárdio é outra função do elemento fogo e o braço ativo na distribuição do sangue do coração, em especial ao útero, onde promove o aparecimento das regras. Ele também é uma barreira de proteção ao coração contra os fatores nocivos que podem penetrar no organismo para causar doenças.

Pulmões: Estão localizados na caixa torácica. Apresentam a função de controlar o Qi e a respiração, comunicar e regular as vias dos líquidos e controlar a difusão e descida.

O pulmão recebe as partes puras do Jin Ye do Baço/Pâncreas fazendo a separação e a transformação que as fazem circular pelo corpo.

Papel dos Zang Fu e dos meridianos extraordinários

Relação entre Qi do Baço/Pâncreas e Yang dos Rins em deficiência

Os rins são responsáveis pela constituição pré-natal, enquanto o Baço/Pâncreas é responsável pela constituição pós-natal. Neste processo é necessário o yang dos rins para ativar a digestão e o processo da digestão é importante para reabastecer a Essência.

Uma das funções importante do Chong Mai é a de conectar os Rins com o Baço/ Pâncreas, unindo o Qi pré-natal ao Qi pós-natal.

Se o estômago e o Yang do Baço/Pâncreas estiverem deficientes, as funções de transformação e de transporte do Baço/Pâncreas serão lesadas de modo que a formação de Qi e Sangue será insuficiente, o Jin Ye não será metabolizado de maneira correta formando-se o Jin Ye turvo que se acumula e forma edema e mucosidade.

Relação entre Qi do Pulmão e Yang dos Rins deficientes.

Se o Yang dos Rins estiver deficiente, as atividades dos Rins, do Baço/Pâncreas e dos Pulmões de transformação e de circulação de Jin Ye ficarão danificadas e o Pulmão não encaminhará corretamente os líquidos para os Rins, assim como estes não poderão encaminhar o Qi para o pulmão, este fato resultará em acúmulo de umidade na parte baixa, edema, cistos e distúrbios urinários.

Canal Chong Mai

O Chong Mai também chamado vaso Distribuidor é um canal que tem origem nos rins. No entanto, ele não tem um trajeto próprio na superfície da pele, utilizando-se de pontos e fazendo a união dos canais regulares do estômago e dos rins para que sua energia possa fluir. No interior do organismo ele envolve o útero e é responsável pelo sangue que ciclicamente lá se concentra, para permitir a nutrição do feto ou o aparecimento da menstruação.

Trata-se do canal mais vital, atinge a região da cabeça até os pés. Este canal dirige e normaliza a Energia e o Sangue de todos os canais.

Nas mulheres, quando o corpo está pronto para a menarca, os Zang Fu têm Qi e Xue suficientes, o Mar do Sangue está cheio e as menstruações podem surgir.

Quando Chong Mai está doente, há perturbações nas menstruações, podendo ocorrer amenorréias, leucorréias entre outras.

Canal Ren Mai

Este canal é representado como um canal energético que circula na região da linha média anterior do corpo, superficialmente, após se exteriorizar vindo do interior do organismo, especificamente dos rins. Ele também tem um trajeto intimamente relacionado com o útero e exerce importante papel funcional sobre a capacidade reprodutiva. Com o desenvolvimento pleno da energia dos rins ele entra em funcionamento, abrindo-se à circulação plena de energia.

O Ren Mai domina todos os canais Yin do organismo. Começa no útero e possui a função, nas mulheres, de nutrir o feto.

“A Essência (Jing), o Sangue e os Líquidos Orgânicos (Jin Ye) dependem todos de Ren Mai, pois os três meridianos Yin se juntam a Ren Mai.” (Auteroche, 1987)

Quando o Qi circula normalmente em Ren Mai, as menstruações e as gestações são normais e quando Ren Mai está doente aparecem leucorréia e massas abdominais.

Canal Du Mai

Este canal percorre a linha média dorso-lombar e possui a função de governar todos os canais Yang do corpo.

Os meridianos Du Mai e Ren Mai firmam o equilíbrio do Yin e do Yang e a livre circulação do Qi e do Sangue e permitem, portanto, a chegada da mesntruação de maneira regular.

Canal Dai Mai

É um canal em forma de cinturão que envolve todos os outros canais. Quando debilitado nas mulheres, leva à leucorréia, que é causada pela disfunção do Baço/ Pâncreas no transporte.
Possui o papel de restringir os meridianos do corpo.

Conclusão: Faz-se necessário o conhecimento anatômico, fisiológico ocidental e fisiológico oriental para raciocinar adequadamente em qualquer tratamento ginecológico com MTC. Na verdade, devido à sua peculiaridade, faz-se necessário entender as diferenças e particularidades fisiológicas energéticas para o tratamento de qualquer distúrbio, mesmo que não ginecológico, de uma mulher. A partir do que foi exposto, pela sua relação com o sangue, todos as patologias que afetem o sangue, irão ter um efeito mais preocupante nas mulheres.

Fonte: CETN